segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Feliz Ano Letivo Novo!!!!

Recomeço sempre com a esperança de conseguir realizar este feito grandioso: «A arte mais importante do professor é a de despertar a alegria pelo trabalho e pelo conhecimento.», Albert Einstein.
 
 
 
 
(A foto é de «The eyes of children around the world», uma página do facebook que adoro; a citação foi transcrita do Citador, também do facebook.)

domingo, 15 de setembro de 2013

É daquelas frases...

Não sei se é da idade que vai chegando e da (alguma) experiência que, inevitavelmente, carrega consigo...., mas este pensamento passou por mim na página de um blogue qualquer há já uns tempinhos e agarrou-se de tal modo à alma que tive de o abrigar no meu ambiente de trabalho e ir matutando quase diariamente na imensa sabedoria que encerra. É que é mesmo verdade... Mesmo.
 
 

sábado, 14 de setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Liberdade a dois

É frequente encontar pela net fotografias que, por alguma razão, me apaixonam e guardo-as sempre, para o caso de vir a precisar. A verdade é que o Facebook e este blogue acabam por ser espaços onde posso dar algum uso a essas fotografias que me vão cativando e, portanto, faz-me todo o sentido não as perder de vista...
 
Como é óbvio, uma boa foto poderia, por si só, justificar uma publicação aqui, mas a fotografia em questão andava até meio esquecidinha na pasta onde vou acumulando espólio fotográfico que não é da minha autoria e, apesar de interessante, não me parecia ter conteúdo suficiente para ser divulgada.
No entanto, hoje, no momento em que li o poema «Namorados de Lisboa», de Natália Correia, publicado num perfil a propósito dos 90 anos do nascimento da poeta que detestava ser chamada de poetisa,  a última estrofe fez-me de imediato pensar na foto dos dois jovens e uma bicicleta que guardara, e não hesitei em ir buscá-la. É certo que não se trata de Lisboa, mas há, nesta foto,  um cativante ênfase nos DOIS e na ideia de LIBERDADE, que o cenário isolado e a estrada imprimem.

E aqui têm: uma foto do Google, de autor anónimo, associada a uma estrofe de Natália Correia no aniversário do seu nascimento. Parece-me perfeito.

 «da liberdade de sermos dois
  a máquina de fazer púrpura
  que em todas as coisas fermenta
  seu tácito sumo de uva.»

(Natália Correia, «Namorados Lisboetas», in «O Vinho e a Lira». A foto é de Google.)



Sonoridades

Como banda sonora, proponho para hoje «Falcon», dos portugueses «Minta and the Brook Trout». Alto!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Sobre a desilusão

Mãe, eu quero ir-me embora — a vida não é nada
daquilo que disseste quando os meus seios começaram
a crescer. O amor foi tão parco, a solidão tão grande,
murcharam tão depressa as rosas que me deram —
se é que me deram flores, já não tenho a certeza, mas tu
deves lembrar-te porque disseste que isso ia acontecer.

Mãe, eu quero ir-me embora — os meus sonhos estão
cheios de pedras e de terra; e, quando fecho os olhos,
só vejo uns olhos parados no meu rosto e nada mais
que a escuridão por cima. Ainda por cima, matei todos
os sonhos que tiveste para mim — tenho a casa vazia,
deitei-me com mais homens do que aqueles que amei
e o que amei de verdade nunca acordou comigo.

Mãe, eu quero ir-me embora — nenhum sorriso abre
caminho no meu rosto e os beijos azedam na minha boca.
Tu sabes que não gosto de deixar-te sozinha, mas desta vez
não chames pelo meu nome, não me peças que fique —
as lágrimas impedem-me de caminhar e eu tenho de ir-me
embora, tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito
como uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer.

Mãe, eu vou-me embora — esperei a vida inteira por quem
nunca me amou e perdi tudo, até o medo de morrer. A esta
hora as ruas estão desertas e as janelas convidam à viagem.
Para ficar, bastava-me uma voz que me chamasse, mas
essa voz, tu sabes, não é a tua — a última canção sobre
o meu corpo já foi há muito tempo e desde então os dias
foram sempre tão compridos, e o amor tão parco, e a solidão
tão grande, e as rosas que disseste que um dia chegariam
virão já amanhã, mas desta vez, tu sabes, não as verei murchar.

(O poema é de Maria do Rosário Pedreira. A foto é minha.)




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Um pensamento por dia

Eu detesto a partilha compulsiva de citações que abunda lá para os lados do Facebook. Refiro-me àquelas frases feitas que já estão prontinhas para aviar, emolduradas em quadrozinhos, alguns sóbrios, outros ostentando criancinhas sorridentes e de chapéus de palha, ou adornados com motivos fantasiosos e de brilhos ofuscantes . Há quem o faça a toda a hora, sem se cansar, partilhando todo o tipo de afirmações - alegres, tristes, trágicas, cómicas, inteligentes, estúpidas, assustadoras, reconfortantes, lógicas, sem sentido, ... - de autores também diversos e, muitas vezes, sem sequer se questionar se aquele pensamento será realmente da responsabilidade da pessoa ali indicada. E a verdade é que, por vezes, não é!

Mas a questão que me coloco tem mais a ver com a quantidade do que propriamente com a qualidade. Já ninguém sabe o que significa «Pensamento do dia»? Sim, gente, PENSAMENTO no singular! Um só! «Unzinho»!!! Para podermos lê-lo com vagar, digeri-lo bem, andarmos a remoê-lo o resto do dia, talvez partilhá-lo ao almoço ou ao café com um amigo e, quem sabe, partir daí para uma boa reflexão ou até uma discussão saudável? Um pensamento por dia é suficiente, pessoas!!! Não tenham pressa!! Para quê tanta sofreguidão na publicação de pensamentos?? Até porque cada um vós não teve a ideia sozinho! Outros também viram um quadrozinho com uma citação e não hesitaram em divulgá-lo. O exagero de pensamentos partilhados por uma mesma pessoa gera confusão, banaliza as ideias e desvaloriza a intenção reflexiva que, até, poderia estar por detrás de tal partilha!

Tendo isto em conta, decidi deixar aqui UM pensamento que hoje me obrigou a parar para refletir sobre ele, e o resultado foi um pequeno sorriso. Sim um pequeno sorriso, o sorriso de quem pensou sobre o que leu, compreendeu e guardou, de tanto sentido que fez. Não sei se o autor é mesmo este, mas, por agora, vou confiar que sim.